segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

«Pelas margens da serenidade», de Joaquim Manuel Pinto Serra (com prefácio de Maria José Leal e de Amadeu Teles Marques)

Este livro de poemas faz reafirmar a ideia de que o autor se revela um conhecedor exímio e um narrador hábil das profundezas da natureza humana.Os seus poemas transportam-nos para um universo de memórias sensoriais, de registos de sons, de cores, de sensações; o que os torna, de algum modo, apontamentos para uma gramática das emoções. Por outro lado, falam-nos do tempo: veja-se que o livro se divide em quatro partes que correspondem às estações do ano. Mas o tempo de que nos fala não é o tempo concreto, linear, do calendário. É um tempo psicológico e cíclico. Conjugam-se, assim, duas vertentes: os poemas de Joaquim Manuel Pinto Serra são, ao mesmo tempo, intimistas e universalistas. Intimistas porque todos os seres humanos vivenciam esta segunda dimensão da temporalidade – a que não é marcada pelo relógio. Universalista porque, na nossa existência e na nossa memória, todos atravessamos várias primaveras, verões, outonos e invernos, metáforas que o autor escolheu para transmitir estados de alma.
Se isto não bastar para vos aliciar para a leitura de “Pelas margens da serenidade”, diga-se ainda que toda esta riqueza dos poemas vem servida numa linguagem poética subtil, sóbria e contida (o que parece ser uma das marcas do autor) e embalada numa bonita capa, com uma pintura da autoria de Maria das Dores Borges de Sousa. Dizem os especialistas do "marketing" que a embalagem também conta!
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CAPA: Ilustração de Maria das Dores Borges de Sousa
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